O modelo de liderança situacional busca promover mudanças que incentivem a produtividade e a motivação da equipe. Como consequência, há benefícios para toda a organização sobretudo nos processos e na qualidade de vida dos profissionais.

Liderar uma empresa ou um setor, por menor que seja, não é uma tarefa simples ainda mais em um mercado incerto e cheio de crises. Por esse motivo, diversas estratégias de trabalho são criadas e desenvolvidas no intuito de manter a organização consistente e ativa. E para que isso aconteça os líderes são fundamentais. A liderança situacional possui a missão de manter o engajamento e a produtividade das equipes, além de dar continuidade no alcance de resultados satisfatórios, bem como na criação de novas estratégias e mudanças dos processos antigos e ineficazes, por soluções inovadoras.

De fato, existem alguns tipos de  liderança. No entanto, em contexto de crise o que mais se destaca é a Liderança Situacional, já que se trata da importante habilidade de administrar mudanças, conflitos e situações inesperadas e adversas de forma geral.

Logo, para atuar à frente de um time, o líder situacional precisa possuir um perfil específico. Ou seja, ou perfil que se enquadra perfeitamente em cenários em que as mudanças são constantes, alguém adaptável, proativo e interessado em encontrar soluções. Além disso, junto às mudanças, este líder também precisa ser capaz de fazer com que que as pessoas ao seu redor desenvolvam o espírito adaptativo, para que juntos possam alcançar resultados positivos tanto de forma individual como também coletiva. 

Agindo como um líder situacional deve agir

Como já dissemos, dentro das empresas existem diversos tipos de profissionais e líderes, cada um com seu próprio perfil e modo de lidar com as situações do dia a dia. De acordo com especialistas e pesquisadores, profissionais que utilizam mais o lado esquerdo do cérebro tendem a ser mais analíticos e organizados, enquanto aqueles que utilizam o lado oposto são mais criativos e emocionais. Isso significa que o líder situacional deve, portanto, tentar conhecer os diferentes estilos de pensar e agir.

Dessa forma, este profissional consegue entender os comportamentos de seus liderados. Assim, vai ser mais fácil potencializar as características de cada membro da equipe, objetivando atender o que lhes foi proposto, de forma efetiva. Além disso, vale ressaltar que a maturidade das pessoas não está ligada a um tipo específico de profissional ou perfil, mas às suas experiências, conhecimentos e à forma de lidar com as mudanças sem que estas interfiram negativamente em seus resultados.

Fases da liderança situacional

Cada organização possui sua própria forma de esquematizar as fases da liderança situacional. Ou seja, são processos que podem ser mutáveis e com foco nas competências de cada setor, por exemplo. O modelo base segue o seguinte estilo:

— Fase de apoio: nesta fase, a liderança deve buscar incentivos de aprendizado para a equipe, e para isso pode usar técnicas com jogos e desafios.

— Direção: na direção, o colaborador vai aprender, de fato, a atividade que precisa executar e construirá as bases para uma autogestão. Deste modo, a função da liderança é orientá-lo para que ele desperte a confiança e segurança no cotidiano do trabalho.

— Orientação: já na fase de orientação é preciso oferecer estímulos para o colaborador executar a tarefa e o líder deverá apoiar as suas ideias.

— Delegação: a última fase indica que a equipe já estará mais preparada para executar as suas atividades por conta própria. Ou seja, isso quer dizer que a liderança poderá distanciar-se para deixar os colaboradores darem andamento em seus projetos.

Claro, que cada equipe possui características próprias e, portanto, necessitam de níveis distintos de direcionamento (execução das tarefas) e apoio (estratégia e motivação). Tudo vai depender do contexto. Logo, para que isso ocorra é preciso conseguir determiná-lo baseado no comportamento da equipe (competência e compromisso). 

A partir da análise será possível enxergar possibilidades, como: se o nível de competência dos colaboradores for forte, eles possuem menos necessidade de receber informações de cunho técnico. E como estão com o compromisso de resolver as questões, por exemplo, a necessidade de apoio motivacional também diminui.

Liderança situacional na prática

A liderança situacional deve sempre ser associada ao grau de maturidade de cada colaborador. Para ajudar a encontrar o melhor caminho, existem dois focos distintos que podem ser seguidos:

— foco no comportamento;

— foco na tarefa.

A liderança não pode se concentrar apenas no comportamento das pessoas. Quando o líder faz isso, ele considera os aspectos emocionais da equipe: dá segurança, incentiva e encoraja as pessoas diariamente. Entretanto,  quando o gestor se prende nas tarefas, ele apenas ajuda o colaborador nos aspectos técnicos do trabalho. Por isso, é fundamental que o foco no comportamento e o foco na tarefa estejam alinhados sempre, conforme é claro, com o nível de maturidade de cada membro da equipe.

O mercado tem exigido, cada vez mais, lideranças que tenham habilidade para trabalhar num curto espaço de tempo e com poucos recursos. E, através da liderança situacional é possível conseguir melhores resultados. Logo, quanto mais eficaz for o líder e sua equipe, melhor o resultado do trabalho final.

Adaptar-se a vários contextos, seguir demandas do ambiente, reduzir e resolver problemas são características de um bom líder situacional. Esse tipo de liderança está fortemente alinhada com os novos desafios de ritmo de trabalho, já que o mercado necessita de profissionais assim para saber guiar e propor soluções conforme o perfil de cada colaborador que faz parte da equipe.

Até a próxima!